Chateau Musar 1999

CHATEAU MUSAR 1999

Origem: Líbano, vale do Bekaa.

Uvas: Cabernet Sauvignon, Cinsault e Carignan
Álcool: 14%

Vermelho claro, meio pálido, translúcido. Halo de superfície atijolado.

Nariz marcante, com acidez volátil tipo vinagre e meia-velha. Meu colega de mesa diz que é cheiro de rato. Depois de uns 45 minutos parece um mercado indiano, tamanho o cheiro de especiarias.

Servido a 17º após 90 minutos de decantação.

Na boca pareceu-me mais um vinho do Languedoc ou Provençal evoluído que um Bordeaux, como ouço dizer. Taninos bem domados, média acidez, equilibrado, com fruta bem marcada. Fim de boca delicioso, lembrou-me chocolate com menta. E uma persistência infinita. Wow! O vinho não sai do palato.

Foi minha primeira experiência com esse tal Musar. O cheiro de meia-velha ou meia-molhada é bem típico dele e deve-se à presença de Brettanomyces. Alguns chamam de tipicidade, outros de defeito. E aí?

Vejam o que diz Jamie Goode do wineanorak.com a respeito do Chateau Beaucastel, vinho do Rhone que costuma apresentar traços de Brett:

"parece provável que algumas das safras de maior sucesso recente tenham sido marcadas por elevados níveis de Brett. Isso nos leva a uma crítica e fascinante questão: Brett é sempre uma coisa ruim? Em pequenas quantidades, ela pode ter uma influência positiva sobre determinados estilos de vinhos tintos?
Se pesquisas como as de Chatonnet devem ser extrapoladas para todos os vinhos, é provável que muitos vinhos com níveis acima do limiar de Brett receberam a aclamação da crítica, tendo sido apreciados por inúmeros consumidores. Isso leva à conclusão de que enquanto a maioria das pessoas não vai apreciar um vinho muito fedido, baixos níveis de Brett podem não ser um problema de fato, um pouco de Brett pode até acrescentar complexidade a determinados estilos de vinhos robustos."

É cheiro de meia velha que dá muito pano para manga...

Um comentário:

Fernando disse...

Que sacrilégio ofender essa nobre bebida do vale do Bekaa,com cheiro de rato e meias velhas ou molhadas.Realmente esses ditos analistas de vinho no minimo fizérão essa analize do pobre do vinho depois de terem emtornado muitas garrafas e perderam o paladar,lamentavel.